A Pandemia do Coronavírus e os Novos Estigmas
O nosso mundo desabou. Desabou para nunca mais voltar a ser, nos próximos anos, o que, até aqui era. Depois que o Homem dominou no passado epidemias tais como: peste bubónica, febre-amarela, varíola, lepra, sarampo, meningite, gripe H1N1, Influenza, SARS, dengue, malária, e mais recentemente com aparente controlo de ébola, HIV, eis que nos aparece, fora das previsões, o coronavírus.
Sim, fora das previsões, porque apanhou o mundo em contrapé, mesmo para o primeiro mundo. E tudo foi desenhado em cima do joelho. Daí se pode compreender que muitas coisas podem não ter, não estar nem poderem correr bem do ponto de resposta dos Estados. Mas se o mundo foi apanhado em contrapé, nós, em Moçambique, vemos agravar as dificuldades resultantes da pandemia, da instabilidade e das intempéries.
Na verdade, trata-se de uma pandemia que veio para desgraçar o mundo. Mas a maior de todas as desgraças recairá em África, onde os sistemas de saúde são por demais débeis, a prática do convívio é inevitável, as habitações periurbanas estão coladas e vive-se em regime de internato entre vizinhos, vulgo componde.
Posto Escolar Eventual do Ensino Primário, no Distrito de Chókwé, onde leccionou nas Escolas Primárias de Hókwe e Mapapa, Substituo do Director Distrital de Educação e Cultura do Chókwé…
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